SEM VESTÍGIOS
Sem deixar vestígios vou conseguir o que quero.
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NÃO POSTAREI MAIS AQUI. Motivo \/

Eu finalmente consegui postar está fic em um site fixo, então agora, estarei postando tudo aqui.

PS: Estou separando os capitulos de outra forma (já que lá não tem limite de tamanho de capitulo nem nada) então, não achem só porque está escrito “capitulo 1” que é realmente o que você já leu, leia o final dele pra vê se você já tinha lido e tal.

Desculpa a confusão, mas é que agora foi o que eu queria (graças a Deus).

Beijos,
Thamiris. 


Capítulo 4

Como nossa escola era próxima dali, fomos andando mesmo. A única coisa que incomodava era o salto. A rua estava um pouco escura, havia poucos carros passando mas, isso era normal naquela vizinhança, eu já estava acostumada. 

Chegando perto da escola, realmente não tinha ninguém. Estava tudo escuro e só os letreiros da escola acesos iluminando a frente da escola. Olhamos para dentro da escola e nada. Então ficamos paradas ali de costas pra escola, olhando a rua.

– Pois é, quando ele disse que a gente não iria ver ele, realmente ele estava certo. –disse Vic olhando para os lados

– Já são 21:25 e nada. Vamos embora Vic. –disse eu, enquanto pegava o braço de Vic para sairmos dali logo.

– Deixa de ser medrosa garota. –disse Vic me puxando para perto dela.

– Ta vendo que ele não vai aparecer? Vamos logo embora, quero vê o Pedro. 

– Mentira. Você tá é com medo, isso sim. 

– Eu quero ir logo pra festa, dançar e me divertir, vamos logo. –disse eu fazendo birra

– Nem adianta fazer esse biquinho que eu não vou sair daqui enquanto não acharmos algo, pelo menos uma pista. –disse Vic convencida

– Ta bom. Você fica aqui e eu vou pra festa. –eu disse e sai andando

– Nem pensar. Olha… tive uma idéia. –disse Vic puxando meu braço novamente – Você fica aqui do lado de fora, que eu tento entrar no colégio, se eu gritar você chama a polícia e se eu ver alguma coisa eu trago aqui pra você vê ou coisa do tipo. 

– Você ta maluca? Comeu merda antes de vim pra cá? –disse eu entrando em pânico com a idéia maluca de Vic

– Não to maluca, não. To te ajudando. Vamos ali pelo portão de traz, deve ta aberto. –disse Vic que saiu me puxando junto com ela

Atrás do colégio era mais escuro ainda, porque não tinha nada que iluminava. Chegando perto do portão vimos que ele estava com um cadeado.

– Viu? Ta fechado, agora vamos embora.

– Não, perai. Segura minha bolsa aqui. –ela disse já jogando a bolsa em cima de mim.

– Perai maluca, o que você vai fazer? 

– Vou pular o portão da escola.

– Mais você ta de saia!

– E daí? A rua ta deserta, ninguém vai vê nada. 

– Mas… –Vic me interrompeu

– Aaaai, fica quieta.

Vic já estava lá em cima do portão quase pulando para o outro lado. Eu estava olhando para todos os lados para vê se não tinha ninguém e de repente vi um vulto correndo passando pela entrada principal do colégio (a frente do colégio) que era a onde a gente estava antes. Minhas pernas tremiam mais do a água do mar. Então, eu dei um grito. 

– Aaaaaaaaaaaai Vic, eu vi um vulto. Aaaaaaai! Socorro! –enquanto eu gritava de olhos fechados.

– Shiiiu garota! Já estou aqui dentro. 

Quando eu abri os olhos Vic já estava dentro do colégio e, depois não ouvi mais nada. Só os passos do salto dela lá dentro do colégio. 

– Nossa, esse colégio é largadão de noite. Se vim alguém assaltar isso aqui vai pegar tudo e ninguém vai saber, não tem nem alarme. 

– Para de falar Vic. Tá vendo alguma coisa?

– Vou falar pra minha mãe que esse colégio é assim e… –cortei a Vic, porque do jeito que ela era, não iria parar de reclamar nunca.

– Para de reclamar. Encontrou alguma coisa? 

– Vou ir até o portão de grade ali na frente, vai pra lá também.  –disse Vic gritando de dentro do colégio.

O portão de trás do colégio era de madeira muito alto. E o da frente era de grade, então dava para vê lá dentro na parte da frente. A entra do colégio era cheio de flores fazendo uma passagem no meio. Do lado direito e esquerdo havia um canteiro de flores genista amarelas. O colégio era nas cores azul bebê e branco. O portão de grade dava vista para o corredor da direção e secretaria. E envolta desse canteiro de passagem era o pátio da escola. 

Quando cheguei na frente do portão havia um envelope azul colado na grande com uma simples fita durex. 

– Ih, olha o que eu achei aqui na frente Vic! –disse eu curiosa e ao mesmo tempo espantada, afinal… o vulto que eu tinha visto era verdadeiro e parecia sim ser um homem. 

– O que? –Vic veio caminhando até o portão

– É um envelope, mais você só vai abrir quando eu chegar ai fora. 

– Posso pegar o envelope pelo menos pantera poderosa? –eu disse entre risos

– Sem graça. Me ajuda aqui. 

– Como vou te ajudar sua louca? 

– Aii, quando eu entrar no seu MSN vou falar poucas e boas pra esse anônimo, ele vai vê só. Que brincadeira de mal gosto. 

– Ele deve ter visto sua calcinha.

– Para de brincar. –Vic já estava lá em cima, olhando pra mim lá embaixo

– Vic, tira o salto. 

– Segura ai.

– Aaaaaaaai! –eu gritei, porque o salto quase caiu em cima de mim. – Quer me matar ou o que?

– Queria te matar, mais já vi que vou deixar minha raiva pro anônimo.

De repente  escutamos uma risada vindo de traz de um canteiro de uma casa em frente ao colégio. Suspirei fundo. 

– Você ouviu isso? –falei assustada para Vic

– Sim, mais não tem ninguém aqui de cima. 

– Ô pantera, da pra descer logo daí? 


Capítulo 3

Eu e Victoria lemos 2, 3 e 4 vezes o recado. Olhamos uma para a outra.

– Aceita logo, Sami. É estranho, é perigoso mas… aceita logo! Vai que tem algo haver com seus pais biológicos? –Vic disse tão apressada e com os olhos arregalados. Fui lá e aceitei. Afinal… o que seria? Até eu estava curiosa para saber.

Anônimo: Muito bem… boa menina. Precisamos conversar em uma página mais privada. Me aceite no MSN.

– De uma coisa eu sei… ele não me aparenta ser velho…  –Vic riu
– Como? –fiz uma cara de tipo, que comentário mais inconveniente para o momento
– “Ele” tem todas as redes sociais.
– E… ?
– Fala sério Sami. Nenhum “velho” atualmente tem cadastro em sites de redes sociais. O máximo que podem ter é celular de ultima geração, que na verdade nem sabem como utilizar.
– Bom… é verdade. Só espero que seja um novo e bonito né? –eu disse, e nós duas rimos. 

Aceitei no “ele” MSN. Realmente estava online e eu com medo.

Anônimo diz: Boa menina.
Samantha diz: O que você tem para me contar? Quem é você? O que quer comigo? E para de dizer que sou boa menina, já sei disso.
Anônimo diz: Vamos com calma menininha… Eu sou um anônimo. Não posso me identificar, mas… posso te ajudar.
Samantha diz: Então fala logo o que você quê, ou melhor… ESCREVA!
Anônimo diz: Eu sei quem matou os seus pais.

Fiquei paralisada, simplesmente gelei. Victoria deu um pulo, já digitando por mim. Tinha ficado sem reação.

Samantha diz: Quem foi?
Anônimo diz: Só digo pessoalmente.
Samantha diz: Desculpe mas… você é um estranho, eu não te conheço.
Anônimo diz: Você não vai me ver, vai apenas… saber, quem matou os seus pais. Quer mesmo saber?
Samantha diz: É obvio que quero.
Anônimo diz: Fiquei sabendo que você tem uma festa para ir hoje. Me encontre em frente a sua escola, exatamente às 21:21, antes de você ir para a festa.
Samantha diz: Posso levar uma amiga?

– Vic! Você é maluca? Vai que acontece alguma coisa, vai que ele é um seqüestrador? Não quero te meter nessa. –eu disse desesperadamente depois de lê o que ela tinha digitado. Vic estava digitando para mim calmamente e eu desesperada.

Anônimo diz: Pode. Como já disse, você não irá me ver.
Samantha diz: Ok. Estaremos lá.

Ficamos sem entender. Como assim não iríamos ver ele se a gente iria se “encontrar” com ele. Olhei para Vic, meio sem entender.

– Sami, você deve ter esquecido do: Amigas PARA SEMPRE. –e Vic abriu um sorriso, e eu sorri também.
– Obrigada por me lembrar, A-MI-GA!

Olhei para o relógio e já eram 19:40.

– Cara, olha que horas são. Passou muito rápido! Sami, vou me arrumar e vamos sair daqui 21h, ok?
– Ta bom, Vic. –mandei beijinho pra ela e ela retribuiu. Fui correndo me arrumar, aumentei o som da televisão e fui tomar banho.

Eu tinha comprado um vestido incrivelmente lindo, e que me deixava muito bonita. Era um vestido soltinho, lilás, com alguns detalhes na parte do tronco, era uma alça grossa e os detalhes eram prateados. Usei um salto prateado também, para combinar com os detalhes.

Victoria chegou lá em casa e já eram 20:29, terminamos de se arrumar e maquiar, tudo dançando e cantando ao som de Lady Gaga. Vic estava muito linda também, eu ajudei a escolher, porque ela estava em duvida entre vestido e saia, mas acabou ficando com a saia de cós alto.

– Vamos ver a reação do Pedro quando te ver. –disse Vic rindo e me ajudando com a maquiagem.

Pedro era o meu namorado, bom… ERA. Porque ele é muito galinha e da em cima de todas, digo todas literalmente. A única coisa na qual eu gostava de Pedro eram os olhos dele, o jeito que ele olha seduz profundamente, parece que ele te hipnotiza completamente.

– De uma coisa eu sei.
– O que? –Vic não entendeu
– Quando eu for falar com ele, não vou poder olhar nos olhos dele. –eu disse rindo
– Do anônimo?
– Não, Vic! Do Pedro.
– Ah é. Com certeza. Você sempre vai cheia de atitude e quando chega na hora fica toda derretida. –Vic me acusando por ser fraca em reação ao Pedro
– Ai Vic, o olhar dele é penetrante e seduz.
– Só pra você Sami. –Vic caiu na gargalhada.
– Sami! O anônimo! Temos que está lá 21:21 lembra?
– Sim sim. Só não entendi porque tinha que ser 21:21 e não 21h, sabe. –eu tentava explicar
– Ah, dizem que quando você olha no relógio e tem o mesmo número tanto na hora quanto no minuto, é porque tem alguém pensando em você.
– Ai que lindo amiga. Vou olhar SEMPRE pro relógio agora.

Peguei meu celular e botei na minha bolsinha e o dinheiro que sobrou das “compras” para, se no caso, da gente sair tarde, não correr nenhum risco e chamar um taxi.

– Mãe, estamos indo. 

Minha mãe que estava vendo sua novela favorita na sala, colocou a televisão no mudo e foi falar aquelas coisinhas que toda mãe fala antes do filho sair de casa para alguma festinha.

– Olha minha filha, toma muito cuidado. Qualquer coisa me liga que eu vou correndo te buscar.
– Ta bom mãe. –disse eu em voz de tipo “ai que saco!”
– Tchau dona Zelda. –disse Vic, educadamente
– Tchau meninas, divirtam-se!

Acariciei o Thomas que estava no colo de mamãe. E me dirigi em direção a porta, abri e esperei Vic sair para fechar.

– Ai Vic, estou com muito medo agora.
– Ai vamos logo, ninguém sabe o que pode acontecer, vai que acontece alguma coisa boa nesse encontro?
– Não sei não… –eu estava com suspeita de que iria dar alguma coisa errada


Capítulo 2

– Sami, você tem que acreditar em mim! Eu vi, com meus próprios olhos o Pedro dando em cima da Julia, ela nem deu bola pra ele, mas… ele quê pegar ela e todo mundo sabe! - disse minha melhor amiga Victoria. Nós estávamos no meu quarto esperando Zelda, terminar o almoço. Eu tinha faltado e Victoria estava me contando tudo o que tinha perdido.

Era sexta-feira, e todo mundo do nosso colégio e do outro, tinham sido convidados para a festa da Annie. Annie era linda, rica e popular. Fazia as melhores festas da escola toda. Ou seja, eu não ia perder de jeito nenhum. 

– Tive uma idéia, Vic! Você sabe se ele vai na festa? –eu disse entusiasmada.

– Não sei, mas… com certeza vai e ainda vai tentar pegar a Julia. Mas… qual é a sua “fabulosa” idéia? –perguntou Vic dando ênfase no “fabulosa”

– Estava pensando em ir super bonita e dar em cima de um garoto muito gato. 

– Adorei a idéia, amiga! Vou te ajudar com tudo, ok? –ela estava realmente animada com a idéia. Vic odiava o Pedro, achava ele muito mulherengo.

– MENINAS, O ALMOÇO ESTÁ PRONTO! –disse minha mãe gritando lá de baixo. Saímos correndo. A fome era fatal.

Depois que a gente almoçou, já tinha explicado para minha mãe o lance da festa e ela me deu uma quantia certinha de R$500,00 para comprar roupa, acessórios, maquiagens no shopping. Então… passamos na casa da Vic para ela pegar o dinheiro dela.

Victoria morava na mesma rua que eu, era literalmente minha vizinha. Morava logo ao meu lado. Fomos para o shopping exatamente às 15:13 e voltamos 17:40. Sim, ficamos praticamente 2 horas dentro do shopping.

A festa iria começar 21:00 na mansão da Annie. Então… para passar o tempo ficamos na minha casa, fuxicando o pessoal no Facebook da Vic. Quando entramos no meu Facebook tinha alguém me adicionando, alguém desconhecido para mim. Então… cliquei no perfil da pessoa e ali só estava identificando-a como Anônimo. Olhei para Vic meio confusa. Confirmo ou não?

– Será que é algum perfil com as fofocas do colégio?

– Mas então… porque o “Anônimo” não me adicionou também? Eu sou do seu colégio e sou da sua turma. E ele não tem ninguém adicionado, ou ninguém aceitou ele. - Vic estava preocupada.

– Talvez ele me adicionou agora e vai pegar todas as pessoas do meu Face para adicionar o resto das pessoas. Ou ninguém aceitou ele mesmo.

– Entra no meu Face e vê se alguém me adicionou, esse alguém que no caso seria “ele”, se é que é mesmo um homem. –disse Vic, entrando no Facebook dela.

E…

– Nada. - eu disse, olhando pra ela

– Nada, viu? Estranho… - Vic saia do Facebook dela e agora estava entrando no meu novamente. Nós duas, sabíamos as senhas uma da outra e, aquilo estava meio estranho.

– Sami, desculpa te perguntar isso mas… você já sabe quem matou os seus pais biológicos ou o que aconteceu naquele dia da morte deles, antes de você ter chego da escola? 

– Bom… Zelda só me contou que, ouviu os gritos da minha mãe pedindo socorro depois olhou pela janela e aí viu o vidro se quebrando e decidiu não ir lá ajudar pois estava arriscado dela se machucar. E… depois que todos os vizinhos estavam do lado de fora de suas casas olhando, saiu dois homens estranhos vestidos totalmente de preto, eles correram até um carro preto também e com vidros escuros. Daí ela ligou para a policia e a ambulância, enquanto ela se arrumava para ir lá vê se estava tudo bem, durante esse tempo que ela estava se arrumando eu tinha chego lá em casa, e tal. – soltei um leve suspiro e Vic percebeu.

– Calma. E se você soubesse quem os matou? – disse Vic me abraçando forte

– Eu iria matar as pessoas com a mão, sufocando-a, deixando ela sem ar suficiente para se desculpar. – enquanto eu dizia, lagrimas de muito ódio escorriam pelo meu rosto. Victoria me abraçou novamente, um abraço mais forte, de amiga.

– Nós vamos descobrir. Conte sempre comigo.

– Obrigada, Vic. Tenho que te agradecer por você ser essa grande amiga para mim. Realmente devem ter muitos invejosos e ciumentos com a nossa amizade, porque é difícil achar amigos de verdade hoje em dia. – dizia eu enquanto levantava da cama pulando de alegria.

Recusei o convite do anônimo e olhei para Vic, começamos a rir. Liguei a TV e coloquei na MTV, estava passando vídeo clipes. 

– Vamos tentar imitar a Beyoncé dançando? –disse Vic com os olhos brilhando. Vic adorava dançar e por causa dela comecei a gostar também, mesmo dançando muito mal, afinal… era divertido.

– Vamos! Enquanto eu danço igual o bonecão do posto, você dança igual a Bey. –comecei a ri e aumentei o som da televisão.

E conforme foi passando os vídeos clipes, nos íamos dançando e tentando imitar. Quando deu o comercial, botei a TV no mudo e voltamos para o computador. Atualizei minha página da rede social em que estávamos para ver as novas atualizações e…

– De novo? –disse Vic assustada

– O que?

– Aqui ô. –ela apontou para os novos convites. – O anônimo. De novo.

– Mais parece que dessa vez “ele” deixou uma mensagem… –Vic me cortou

– Mensagem?! –Vic disse, me cortando.

Cliquei na parte de mensagens e lá estava uma mensagem deixada pelo anônimo…

Anônimo: Olá Samantha. Não vai me aceitar não?

Respondi que “não”. Afinal… eu nem sabia quem era, e… era um anônimo. Mandei, com medo, mas mandei.

– “Ele” está online, Sami. Tenta descobrir quem é! – disse Vic.

Anônimo: Ora, ora dona Samantha. Não seja mal educada. Sei de coisas que você quê saber. 


Capítulo 1

Era dia 3 de Agosto do ano de 2003. Um dia comum para as outras pessoas de todo o mundo, menos para mim. Eu tinha apenas 9 anos de idade, e tinha acabado de voltar da escola. Abri a porta e encontrei minha sala totalmente desorganizada, vidros em pequenos cacos espalhados por toda a casa, então subi as escadas para o quarto dos meus pais e aí que tive uma surpresa inesperada e nunca passada pela minha mente.


Meus pais estavam deitados no chão do quarto sob uma poça de sangue. Entrei em estado de choque, não sabia o que fazer, afinal… eu era apenas uma criança.


Depois de 30 minutos, chegou uma viatura da policia, eu escutei alguém entrando mas não estava em mim mesma. Meu corpo estava naquele ambiente mas minha alma… perdida pela casa.


Logo depois, chegou uma ambulância, e os médicos subindo as escadas desesperados a procura dos corpos, enquanto a policia procurava pistas sobre o que aconteceu.


Minha vizinha Zelda, entrou junto com os médicos.


– Samatha?! O que você está fazendo aqui, meu anjo? -disse Zelda, que logo me pegou no colo e saiu correndo comigo para a casa dela.


– O que aconteceu tia Zelda? -perguntei com os olhos cheios de lagrimas. Embora eu fosse uma criança, entendera muito bem sobre a morte.       


Minha mãe ficou grávida de mim com apenas 15 anos, minha vó e meu avô a puseram para fora de casa. O mesmo aconteceu com meu pai mas, tinha uma pequena diferença entre eles. Papai tinha 17 anos e trabalhava como “empregado” em uma loja (e foi lá que conheceu mamãe). Então, ele comprou uma pequena kitnet com seu dinheiro guardado para a faculdade e simplesmente largou tudo pela minha mãe. Nunca conheci minha família.

– Meu amor, seus pais foram fazer uma viagem eterna para o paraíso. -Zelda tinha seus 48 anos e morava apenas com seu gato chamado Thomas.


Como eu, literalmente, não tinha família, a minha vizinha Zelda conseguiu minha guarda. E eu fui morar com ela, embora a casa dos meus pais ficasse em frente com a placa gigante em letras vermelhas “VENDE-SE”, ainda me perturbava só de ver me fazia lembrar-se do acontecido.


Zelda nunca teve filhos, mas sempre quis. E eu sou a felicidade dela nesse momento. Zelda agora, minha “mãe”, me trocou de escola para não sofre bullying e me colocou em uma escola mais próxima de nossa casa.


Nessa nova escola, fiz amizades que me acompanharam até hoje nos dias atuais. E a mais verdadeira amizade que eu tenho é a Victoria. Ela me ajuda sempre que eu preciso e me conta tudo, mesmo sabendo que a verdade vai me machucar ela sempre conta. Temos muito segredos guardados juntas.